Free Agency

Free Agency: um reforço na “segurança”

Durante toda a temporada de 2025 do Carolina Panthers, o grupo de safeties foi um dos alvos principais das críticas da torcida. E não é para menos: os jogadores com mais tempo de campo na posição — Tre’von Moehrig, Nick Scott e Lathan Ransom, todos com mais de 300 snaps — terminaram ranqueados pela PFF abaixo do top 50 (entre 96 jogadores elegíveis).

É claro que nem tudo foi desastroso. O melhor nome da unidade, Tre’von Moehrig, contratado na última Free Agency, conseguiu se sobressair. Atuando principalmente mais próximo à linha de scrimmage, Moehrig acumulou incríveis 14 TFLs (tackles para perda de jardas), liderando a equipe com folga no quesito (o segundo colocado, Nic Scourton, teve apenas 7). Além disso, ele somou 3 sacks, liderando os safeties da equipe (e na NFL, empatando com CJ Gardner-Johnson) e ficando próximo dos líderes do time, Derrick Brown e o próprio Scourton, que tiveram 5 cada.

No entanto, o restante do grupo performou muito abaixo da média. Sem qualquer “segurança” para o torcedor, com o perdão do trocadilho. Tivemos apenas lampejos e highlights pontuais, como a interceptação de Scott contra os Rams e a interceptação de Ransom que selou o embate contra os Buccs. Esses momentos isolados só escancaram a necessidade de uma reestruturação no setor para alinhar o elenco ao objetivo principal: vencer a NFC South novamente e chegar aos playoffs por dois anos consecutivos — algo que não acontece desde o biênio 2014-2015.

De olho no mercado

Na Free Agency, existem opções que poderiam elevar o nível da secundária imediatamente, seguindo o impacto que Moehrig causou. Separamos três nomes que se encaixam em diferentes perfis financeiros:

Bryan Cook (26 anos, ex-Chiefs)

Com uma nota de 85.7 na PFF (4º melhor da liga em 2026) e apenas 21 recepções cedidas em 502 coverage snaps, Cook chegaria para ser o pilar defensivo da equipe nesta unidade. Todavia, o talento tem seu preço: o valor de mercado projetado pelo Spotrac gira em torno de U$ 14 milhões anuais, com uma projeção de contrato de U$ 56M por 4 anos.

Coby Bryant (26 anos, ex-Seahawks)

Campeão na última temporada por Seattle, Bryant (não aquele) é um nome extremamente interessante. Cedeu apenas 17 recepções em 635 snaps de cobertura e somou 4 interceptações. A projeção para ele é um contrato de 2 anos e U$ 28 milhões (U$ 14M por temporada).

Nick Cross (24 anos, ex-Colts)

A opção “no precinho”. Cross produziu 1 INT, 2.5 sacks e cedeu 50 recepções em mais de 640 coverage snaps na temporada 25/26. Seu valor de mercado é bem mais acessível: cerca de U$ 6.1M anuais, em um contrato projetado de U$ 24.4M por 4 anos.

Quem aceitar?

Qualquer um desses três nomes chegaria para mudar o patamar de um grupo carente de talento. Com algumas reestruturações de contrato e cortes pontuais, os Panthers podem abrir o cap necessário para endereçar essa posição. Embora Safety não seja considerado uma “posição premium” na NFL moderna, ter uma dupla de alto nível (Moehrig + um desses reforços) daria o fôlego necessário para a defesa. Assim, não precisaríamos depender tanto do ICE YOUNG para salvar o dia no final de 90% dos jogos que a defesa insiste em deixar em aberto.

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